
O Paraná caminha para encerrar mais uma safra de destaque, com a soja consolidada como protagonista da produção agrícola no Estado. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), a colheita deve atingir cerca de 21,7 milhões de toneladas — um resultado expressivo, superior ao do ciclo anterior, mesmo com leve ajuste em relação à estimativa anterior.
A área plantada se manteve ampla, com aproximadamente 5,75 milhões de hectares, confirmando a força da cultura no Estado.
O milho também apresenta desempenho positivo. A primeira safra já foi finalizada, com produção de 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra, considerada a principal, segue em desenvolvimento com expectativa de alcançar cerca de 17,4 milhões de toneladas. Apesar de períodos recentes de falta de chuva, o retorno das precipitações trouxe alívio aos produtores e manteve as projeções em alta.
Segundo analistas do Deral, os números já estão praticamente consolidados, com possibilidade apenas de pequenos ajustes, principalmente por influência do clima.
Outras culturas também avançam no campo. A batata da primeira safra já foi totalmente colhida, enquanto a segunda segue em andamento e deve continuar nos próximos meses. No caso do tomate, a colheita da primeira safra está na reta final, e a segunda apresenta bom desenvolvimento, com qualidade considerada elevada.
O boletim também destaca o crescimento de culturas como o kiwi, que vem ganhando espaço no Paraná. A fruta tem mostrado valorização significativa no mercado, com aumento no preço pago ao produtor e potencial de expansão, mesmo diante da concorrência internacional.
No setor de proteínas, o Estado reforça sua liderança nacional, especialmente na avicultura. O Paraná segue como o maior exportador de carne de frango do Brasil, com crescimento nas vendas externas e forte participação no mercado internacional. A produção de ovos férteis também registrou avanço.
Por outro lado, a pecuária leiteira enfrenta desafios. O aumento nos custos de produção e a pressão das importações têm reduzido as margens dos produtores, exigindo maior atenção ao cenário econômico.
Mesmo com oscilações climáticas e custos elevados em alguns setores, o panorama geral aponta para um agro forte, produtivo e estratégico para a economia paranaense.
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