
A Câmara dos Deputados da Itália aprovou nesta terça-feira (20) uma nova lei que restringe o acesso à cidadania italiana, impactando diretamente milhões de brasileiros descendentes de italianos. A proposta, que já havia passado pelo Senado no dia 15 de maio, agora aguarda a sanção final do presidente Sergio Mattarella.
Com a nova regra, somente filhos ou netos de italianos nascidos na Itália poderão solicitar a cidadania. Ou seja, bisnetos e descendentes mais distantes deixam de ter esse direito, a menos que o processo tenha sido iniciado antes de 27 de março de 2025 — data em que o decreto original foi assinado pelo governo italiano.
Até então, bastava comprovar a ascendência italiana de um antepassado nascido após 17 de março de 1861, data da unificação da Itália, seguindo o princípio do “jus sanguinis” (direito de sangue). Agora, a linha de transmissão foi encurtada, o que deve frustrar os planos de muitos brasileiros que ainda pretendiam entrar com o pedido.
O Brasil abriga a maior comunidade de descendentes de italianos fora da Itália, com cerca de 32 milhões de pessoas — aproximadamente 15% da população brasileira. Segundo dados oficiais, 730 mil brasileiros já têm cidadania italiana.
A mudança, segundo autoridades italianas, busca controlar o número de solicitações e tornar o processo mais rígido. Quem pensa em buscar o reconhecimento da cidadania deve verificar se ainda se encaixa nas novas regras ou se o processo já foi iniciado a tempo.
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