
O Dia dos Namorados, celebrado nesta quarta-feira (12), é sinônimo de romance, flores, presentes e jantares especiais. Mas, por trás de toda essa atmosfera amorosa, existe uma origem curiosa: a data foi criada com fins comerciais no Brasil e hoje é uma das mais lucrativas do ano para o varejo.
Diferente de outros países que comemoram o Valentine’s Day em 14 de fevereiro, aqui no Brasil o amor é celebrado em 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio, conhecido como o “santo casamenteiro”.
A ideia de transformar essa data em uma oportunidade de vendas surgiu em 1948, por meio de uma campanha publicitária da loja Clínicas Clipper, criada pelo publicitário João Doria, pai do ex-governador de São Paulo. O slogan da época dizia: “Não é só com beijos que se prova o amor”. A proposta era simples: movimentar as vendas em um mês considerado fraco para o comércio.
A estratégia deu tão certo que, hoje, o Dia dos Namorados está entre as datas mais importantes para o varejo brasileiro, ao lado do Natal e do Dia das Mães. Setores como moda, perfumaria, floriculturas, lingerie e hospedagem costumam registrar altas significativas nas vendas.
Além disso, experiências personalizadas como jantares feitos em casa, viagens rápidas, sessões de spa e até ensaios fotográficos ganharam espaço como formas criativas e afetivas de presentear.
Curiosidades que talvez você não sabia:
A rosa vermelha é a flor mais vendida no período, símbolo da paixão;
Hotéis e restaurantes investem em pacotes românticos com pétalas de rosa e espumante;
Muitos casais recorrem a simpatias de Santo Antônio na esperança de encontrar um amor verdadeiro.
No fim das contas, seja por amor ou por tradição, o Dia dos Namorados continua sendo uma data que une corações — e aquece o comércio.
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