
O Brasil ultrapassou 213,4 milhões de habitantes em 2025, segundo as Estimativas da População divulgadas pelo IBGE. O crescimento em relação ao ano passado foi de 0,39% e já considera o total de 5.571 municípios, incluindo a recém-criada Boa Esperança do Norte (MT), que surge com 5.877 moradores.
As 27 capitais concentram quase um quarto da população, com 49,3 milhões de pessoas. No entanto, o crescimento urbano foi modesto: apenas Manaus (AM) superou 1%, com 1,05%, enquanto Boa Vista (RR) se destacou com 3,26%, impulsionada principalmente pela migração internacional de venezuelanos. Outras capitais com crescimento acima de 1% foram Florianópolis (1,93%), Palmas (1,51%) e Cuiabá (1,31%). Já Salvador, Belo Horizonte, Belém, Porto Alegre e Natal registraram queda populacional.
O levantamento populacional impacta diretamente os repasses financeiros aos municípios e estados. Segundo Cesar Lima, assessor de orçamento, as transferências constitucionais, como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e o FPE (Fundo de Participação dos Estados), serão atualizadas com base nos novos dados. “No final do ano, saem os indicadores de quanto cada município e estado vai receber”, explica Lima.
Além do FPM e FPE, os repasses para saúde e educação também serão ajustados. No caso da saúde, mais habitantes significam maior demanda pelo SUS, enquanto na educação, o aumento de crianças e jovens impacta o Fundeb, que financia escolas da educação infantil ao ensino médio.
Quanto às regiões, o Sudeste continua como a mais populosa, enquanto o Centro-Oeste concentra a maior proporção de municípios com crescimento acima de 1%. Já Sul e Nordeste apresentam maior número de municípios com queda populacional.
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