
Uma estudante de direito da UCEFF, em Chapecó (SC), usou todo o dinheiro arrecadado pela turma para a formatura em apostas online, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”. O prejuízo chega a R$ 72 mil, e a festa, que seria em 22 de fevereiro, foi cancelada. O caso está sob investigação da Polícia Civil.
A suspeita era presidente da comissão de formatura e mantinha o valor na própria conta bancária, já que a empresa responsável pelo evento não emitia boletos. Durante três anos, os alunos transferiram dinheiro acreditando que tudo estava sob controle, até que, em 27 de janeiro de 2025, receberam a mensagem confessando o uso indevido dos recursos.
"Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi tudo, comecei a usar o valor da turma para tentar recuperar", admitiu a estudante em mensagem enviada ao grupo. Após a confissão, ela ficou incomunicável e, segundo relatos, deixou a cidade.
A UCEFF declarou não ter envolvimento direto na organização de festas de formatura, mas ofereceu apoio jurídico aos alunos. Enquanto isso, a turma busca alternativas para realizar a celebração em maio, organizando eventos para arrecadar fundos.
A Polícia Civil investiga o caso como possível apropriação indébita ou estelionato e já solicitou ao Judiciário o rastreamento dos valores desviados.
"Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar. E aí, cada vez mais fui me afundando no jogo", disse.

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