
Um homem foi preso de forma preventiva na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, suspeito de tentar matar a própria filha ao arrastá-la pelas ruas enquanto dirigia. O crime aconteceu quando a mulher, então com 32 anos, tentou conversar com o pai e se aproximou do carro em que ele estava. No momento em que segurou a maçaneta para entrar no veículo, o homem acelerou bruscamente, arrastando a vítima por um longo trajeto.
Segundo a Polícia Civil, a mulher percorreu várias ruas sendo arrastada e gritava por socorro enquanto tentava acompanhar a velocidade do carro. Imagens de câmeras de segurança registraram o veículo dobrando uma esquina com a vítima presa à porta; ela tenta correr, mas cai após alguns segundos, enquanto o suspeito segue sem parar para prestar ajuda. Testemunhas se aproximaram para socorrê-la logo após a queda.
Após o crime, a vítima procurou a delegacia e registrou o caso como tentativa de homicídio no 50° DP, em Itaguaí. Investigações apontaram que o suspeito poderia estar escondido na comunidade do Bateau Mouche, na zona oeste do Rio. Com um mandado de prisão em aberto, ele acabou localizado na última quarta-feira durante um torneio de futebol amador. Ao perceber a aproximação dos agentes, tentou fugir, mas foi detido rapidamente.
A Polícia Civil informou, em nota, que a prisão foi resultado de um trabalho de monitoramento que levou à identificação do local onde o suspeito estava.
Caso semelhante em São Paulo deixa mulher gravemente ferida
No fim de novembro, um crime com dinâmica parecida chocou São Paulo. Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi atropelada na saída de um bar na Vila Maria, zona norte da capital. Ela ficou presa embaixo do veículo e foi arrastada por cerca de um quilômetro, incluindo parte da Marginal Tietê, onde acabou se soltando.
Levada em estado gravíssimo a um hospital, Tainara precisou passar por cirurgia e teve as duas pernas amputadas abaixo dos joelhos. Mãe de dois filhos, ela permanece internada na UTI do Hospital Municipal Vereador José Storopolli, com quadro ainda crítico.
Segundo a acusação, o motorista suspeito, Douglas Alves da Silva, teria cometido o atropelamento por ciúmes, irritado pelo fato de Tainara estar acompanhada no bar. Já a defesa dele sustenta que o atropelamento não foi intencional contra a vítima, afirmando que Douglas não a conhecia e que a colisão ocorreu porque ele teria tentado atingir o homem que estava com ela.
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