
O Governo do Paraná decretou situação de emergência hídrica em todo o estado diante da estiagem prolongada que vem reduzindo drasticamente os níveis dos rios e colocando em risco o abastecimento de água. A medida, válida por seis meses, também estabelece restrições imediatas no uso de água tratada para atividades não essenciais.
De acordo com o monitoramento hídrico, o cenário é preocupante: 69% dos 291 pontos de captação operam fora da normalidade. Desse total, mais da metade apresenta condição de “rio baixo”, enquanto outra parcela já enfrenta situação direta de estiagem.
A previsão climática para os próximos meses reforça o alerta. A tendência de pouca chuva aliada a temperaturas acima da média pode agravar ainda mais a crise, aumentando a pressão sobre os sistemas de abastecimento.
Com o decreto, a Sanepar e demais concessionárias estão autorizadas a adotar medidas emergenciais para preservar os reservatórios. Entre as ações previstas está a possibilidade de rodízio no fornecimento de água, caso o cenário se intensifique.
Além disso, o uso de água tratada passa a ter restrições. Estão proibidas práticas consideradas não essenciais, como a lavagem de calçadas, veículos e áreas externas, irrigação de jardins e o enchimento de piscinas, atividades que elevam significativamente o consumo.
Em nota, a Sanepar destacou que as medidas são fundamentais para garantir o abastecimento da população durante o período de estiagem. A companhia informou que mantém monitoramento constante e que, até o momento, não foi necessário implementar rodízio, mas não descarta a adoção da medida caso a situação se agrave.
O decreto reforça um alerta importante: o uso consciente da água passa a ser essencial para evitar o colapso no abastecimento e garantir o acesso ao recurso para toda a população.
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