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Suspeito acorda do coma e Austrália tenta entender ataque que matou 15 em praia lotada

Atentado em Bondi chocou o país, deixou dezenas de feridos e é investigado como terrorismo

16/12/2025 às 17h58
Por: Admin Fonte: MSN
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Suspeito acorda do coma e Austrália tenta entender ataque que matou 15 em praia lotada

O jovem apontado como um dos autores do ataque a tiros que deixou pelo menos 15 mortos na praia de Bondi, em Sydney, acordou do coma e já está consciente no hospital, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (17) pela imprensa australiana. Identificado como Naveed Akram, de 24 anos, ele permanece internado sob custódia policial e, de acordo com veículos locais, já estaria em condições de se comunicar com investigadores.

Naveed foi gravemente ferido durante o ataque ocorrido no domingo (15), após ser baleado pela polícia. No local, morreu Sajid Akram, de 50 anos, pai do jovem. As autoridades afirmam que ambos atuaram juntos no atentado, considerado um dos mais mortais da história recente da Austrália.

A polícia australiana ainda não confirmou oficialmente o estado de saúde do suspeito, mas as investigações seguem avançando enquanto o país tenta compreender as motivações e possíveis conexões do crime.

O ataque aconteceu em uma área movimentada da praia de Bondi, durante um evento que marcava o primeiro dia do festival judaico de Hanukkah, e causou pânico entre moradores e turistas. Além das mortes confirmadas, dezenas de pessoas ficaram feridas, sendo que 24 permanecem hospitalizadas.

Entre as vítimas fatais estão uma menina de 10 anos, dois rabinos, um sobrevivente do Holocausto, um policial aposentado, além de idosos e participantes do evento religioso.

Vítimas identificadas

A criança de 10 anos, identificada pela família como Matilda, era aluna da Escola Russa Harmony, em Sydney. Ex-professores e amigos a descreveram como uma menina alegre, inteligente e cheia de energia. Uma campanha de arrecadação foi criada para ajudar a mãe da criança.

Outro nome confirmado é o do rabino Eli Schlanger, de 41 anos, conhecido como o “rabino de Bondi” e um dos organizadores do evento. Nascido no Reino Unido, ele era pai de cinco filhos e atuava na missão local da organização judaica Chabad.

Também morreu o rabino Yaakov Levitan, descrito pela Chabad como um coordenador ativo e muito querido na comunidade judaica de Sydney.
O sobrevivente do Holocausto Alexander Kleytman, que imigrou da Ucrânia para a Austrália, está entre as vítimas. Sua esposa relatou dificuldades para obter informações oficiais após o ataque.

O ex-policial Peter Meagher, que trabalhava como fotógrafo no evento, foi morto durante o atentado. O francês Dan Elkayam teve sua morte confirmada pelo governo da França.
Outras vítimas identificadas incluem Reuven Morrison, Tibor Weitzen, que morreu tentando proteger um amigo da família, e Marika Pogany, de 82 anos, voluntária ativa em Sydney.

Investigação internacional e suspeita de terrorismo

A investigação ganhou dimensão internacional após a polícia confirmar que Sajid e Naveed viajaram às Filipinas cerca de um mês antes do ataque. Autoridades de imigração informaram que Sajid entrou no país com passaporte indiano, enquanto Naveed utilizou passaporte australiano.

Relatos indicam que a dupla pode ter participado de um suposto treinamento de estilo militar, informação que agora é analisada pelos investigadores. Dentro do veículo utilizado no ataque, a polícia encontrou bandeiras associadas ao Estado Islâmico e dispositivos explosivos improvisados.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que há fortes indícios de que o atentado tenha sido motivado por ideologia extremista ligada ao grupo terrorista. Segundo a polícia, Sajid possuía porte legal de armas e mantinha seis armas de fogo registradas em seu nome.

As autoridades também investigam se dificuldades financeiras, frustrações pessoais e possíveis falhas nos sistemas de monitoramento contribuíram para a radicalização de Naveed.

Debate sobre segurança e ato de heroísmo

O atentado reacendeu o debate sobre segurança pública e controle de armas na Austrália. O governo federal e o estado de Nova Gales do Sul prometeram endurecer ainda mais a legislação, mesmo com o país já tendo regras rigorosas desde o massacre de Port Arthur, em 1996.

Em meio à tragédia, um ato de coragem ganhou destaque nacional. Ahmed al Ahmed, de 43 anos, foi filmado entrando em luta corporal com um dos atiradores e conseguindo desarmá-lo. Ele foi elogiado publicamente pelo primeiro-ministro, que o classificou como “um verdadeiro herói australiano”.

Com o principal suspeito agora consciente, as autoridades esperam avançar na reconstrução dos fatos, esclarecer o papel da viagem ao exterior e identificar se houve apoio ou inspiração direta de redes extremistas. A investigação segue em andamento.

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