
O Ministério Público do Distrito Federal avalia a possibilidade de reclassificar para homicídio o crime atribuído a Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, após a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. Até então, o caso era investigado como lesão corporal gravíssima.
Rodrigo estava internado em coma induzido desde a madrugada de 23 de janeiro, quando foi agredido após uma briga na porta de um condomínio em Vicente Pires, no Distrito Federal. O jovem não resistiu às complicações clínicas e morreu no sábado (7). A confirmação da morte encefálica foi feita pelo Hospital Brasília Águas Claras, que informou que todos os protocolos médicos foram seguidos.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público já com a tipificação de lesão corporal gravíssima. No entanto, com a morte da vítima, a Promotoria confirmou que analisa a readequação jurídica dos fatos. Em nota divulgada neste domingo (8), o órgão afirmou que não irá antecipar os termos da denúncia, destacando que a análise será feita com rigor técnico e jurídico. A denúncia deve ser apresentada nos próximos dias e o processo segue sob sigilo.
O agressor chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 24,3 mil. Dias depois, a Justiça decretou sua prisão preventiva. Atualmente, Pedro Turra está detido no Centro de Detenção Provisória da Papuda, onde permanece em cela individual após relatar ameaças dentro da unidade. O Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
O corpo de Rodrigo Castanheira foi velado na Igreja Batista Capital, no Setor de Clubes Sul, e sepultado no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Familiares e amigos se despediram do adolescente em meio a forte comoção.
Nas redes sociais, o advogado da família da vítima classificou a morte como “inadmissível” e afirmou que o caso revela extrema violência e desprezo pela vida humana, reforçando que buscará a responsabilização penal do agressor.
A defesa de Pedro Turra divulgou nota lamentando a morte do adolescente e afirmando que o jovem está abatido e arrependido, além de demonstrar preocupação com a família da vítima. Os advogados também informaram que ele tem recebido acompanhamento espiritual enquanto permanece preso.
O caso segue sob investigação e aguarda a formalização da denúncia por parte do Ministério Público, que definirá a tipificação final do crime.
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