
Um crime de extrema violência chocou moradores da Região Metropolitana de Curitiba após a polícia confirmar que o desaparecimento do idoso Jurandir de Oliveira, de 83 anos, terminou em homicídio. O principal suspeito, identificado como Ruan, genro da vítima, confessou à polícia ter cometido o assassinato e participado da ocultação do corpo.
O idoso estava desaparecido desde o dia 23 de fevereiro. Na manhã desta sexta-feira (6), os restos mortais foram localizados enterrados em uma chácara em Campo Magro, também na região metropolitana da capital paranaense.
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná, o crime teria sido planejado pela esposa do suspeito, Isabela, filha adotiva da vítima. A motivação estaria ligada ao interesse em ficar com a casa onde o idoso morava. A mulher também foi presa após a confissão do marido.
De acordo com a polícia, o assassinato aconteceu nos fundos da residência da família. Para evitar suspeitas de vizinhos, os envolvidos teriam colocado música em volume alto enquanto o crime era cometido.
Após o homicídio, o corpo da vítima foi mutilado. Conforme relatado durante a investigação, os suspeitos ainda tentaram se desfazer de partes do corpo alimentando o pitbull da casa, mas o animal acabou não consumindo os restos.
Diante disso, os envolvidos decidiram ocultar o corpo. Segundo a polícia, Ruan transportou os restos mortais utilizando um carrinho de mão até uma chácara próxima, realizando várias viagens para levar todo o material. No local, o corpo foi enterrado e coberto com cal, numa tentativa de dificultar a identificação e ocultar vestígios do crime.
Durante o cumprimento dos mandados de prisão nesta sexta-feira, o suspeito indicou às autoridades o ponto onde havia escondido o corpo. Os restos mortais foram encontrados e encaminhados ao Instituto Médico-Legal para exames.
O delegado responsável pelo caso, Leandro Vadalá, afirmou que a confissão foi fundamental para a localização do corpo e para o avanço das investigações.
Além do casal, um conhecido da família também foi preso por suspeita de envolvimento no caso. Os detidos devem prestar depoimento à polícia, que segue investigando os detalhes e a participação de cada um no crime.
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