Um caso que chocou o Norte do Paraná ganhou novos desdobramentos após a prisão de um jovem de 18 anos, apontado como autor do assassinato de uma mulher em Santo Antônio da Platina. De acordo com a Polícia Civil, ele já estava foragido por um homicídio cometido anos antes, quando ainda era adolescente.
Segundo o delegado Amir Salmen, o suspeito foi identificado como Christian Mikael da Silva. Ele foi preso na última segunda-feira (6), juntamente com a ex-namorada, Sabrina Silva Gregório, de 20 anos. A jovem é investigada por ter planejado o crime e incentivado a execução.
A vítima, Luciana de Camargo Oliveira, de 54 anos, foi morta no dia 3 de abril. Conforme as investigações, ela não aceitava o relacionamento da neta com o suspeito, o que provocava conflitos frequentes entre os envolvidos.
A polícia apurou que o crime teria sido premeditado. Sabrina teria facilitado a entrada do ex-namorado na residência ao deixar o portão destrancado. Luciana foi surpreendida dentro de casa e atacada de forma violenta. Mesmo após os primeiros golpes, o agressor continuou as agressões.
Durante a ação, um neto da vítima, de apenas 10 anos, tentou intervir para defender a avó, mas foi impedido pelo suspeito. A criança não sofreu ferimentos graves.
Após o crime, o autor fugiu, mas foi identificado por meio de imagens de câmeras de segurança, o que levou à sua localização e prisão. A ex-namorada também foi detida posteriormente.
Em depoimento, ambos confessaram participação no assassinato. A jovem, no entanto, negou ter oferecido pagamento ao ex-companheiro, embora essa hipótese esteja sendo considerada pela investigação.
Outro ponto que chama a atenção é o histórico do suspeito. Conforme o delegado, Christian também é investigado pela morte do próprio pai, ocorrida em maio de 2021, em Curitiba, quando ele tinha 13 anos. Na ocasião, o crime teria acontecido após uma discussão familiar.
O casal ainda não possui defesa constituída no processo. O espaço segue aberto para manifestações.
De acordo com a Polícia Civil, os dois devem responder por homicídio qualificado, com agravantes como motivo fútil, possível promessa de recompensa, emboscada e aumento de pena por se tratar de crime cometido contra ascendente.
O caso segue sob investigação.