
Os casos graves e mortes provocados por doenças respiratórias voltaram a crescer no Brasil, acendendo um sinal de alerta em todo o país. Dados recentes do boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, mostram um aumento expressivo de 36,9% nos óbitos associados à Influenza A nas últimas semanas.
Conhecida popularmente como “supergripe”, a Influenza A tem sido uma das principais responsáveis pelo avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do país. O crescimento é observado na maior parte dos estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste. No Sul, o Paraná também já começa a apresentar tendência de alta.
Além da Influenza A, outros vírus também contribuíram para o aumento de mortes. O Rinovírus teve alta de 30% nos óbitos, enquanto a Covid-19 registrou crescimento de 25,6% no mesmo período.
No panorama geral dos casos graves, o rinovírus lidera a incidência, seguido pela Influenza A, vírus sincicial respiratório, Covid-19 e Influenza B. O cenário coloca a maioria dos estados brasileiros em níveis classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de continuidade no aumento.
Diante da situação, especialistas reforçam a importância da vacinação, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas, além de profissionais da saúde e da educação. A imunização também é recomendada para gestantes, como forma de proteger os bebês nos primeiros meses de vida.
A campanha nacional de vacinação contra a gripe já está em andamento desde o fim de março e segue até 30 de maio, sendo considerada uma das principais estratégias para conter o avanço dos casos graves no país.
O momento exige atenção redobrada e prevenção, já que o aumento acelerado das doenças respiratórias pode pressionar ainda mais o sistema de saúde nas próximas semanas.
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