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Autoridades confirmam primeira morte por hantavírus no Brasil e reforçam cuidados contra contaminação

Homem de 46 anos morreu em Minas Gerais após contato com roedor silvestre; autoridades reforçam alerta para prevenção

11/05/2026 às 10h22
Por: Admin Fonte: Nosso Dia
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Autoridades confirmam primeira morte por hantavírus no Brasil e reforçam cuidados contra contaminação

O Brasil confirmou a primeira morte por hantavírus em 2026. A informação foi divulgada neste domingo (10) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. A vítima é um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, que morreu no dia 8 de fevereiro após apresentar sintomas compatíveis com a doença.

Segundo a investigação epidemiológica, o homem teria tido contato com um roedor silvestre em uma plantação de milho dias antes do agravamento do quadro clínico. As autoridades de saúde esclareceram ainda que o caso não possui relação com o surto investigado em um cruzeiro internacional que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou dois casos de hantavirose neste ano. As ocorrências foram registradas nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. Além disso, outros 11 casos seguem sob investigação, enquanto 21 notificações já foram descartadas pelas equipes de vigilância epidemiológica.

A Sesa também informou que os casos registrados no Paraná não têm ligação com as mortes investigadas no cruzeiro internacional.

A hantavirose é uma infecção causada por vírus transmitidos principalmente por roedores silvestres contaminados. A transmissão ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva desses animais. Também há possibilidade de contaminação por mordidas, arranhões ou contato do vírus com olhos, nariz e boca.

Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, quadro que provoca insuficiência respiratória aguda, acúmulo de líquido nos pulmões e alterações circulatórias severas.

Os primeiros sintomas geralmente incluem febre, dores musculares, dor de cabeça e mal-estar. Com o avanço da infecção, o paciente pode apresentar dificuldade respiratória, tosse seca e queda da pressão arterial.

Especialistas alertam que não existe tratamento específico contra o hantavírus, tornando essencial o diagnóstico precoce e o atendimento médico imediato para aumentar as chances de recuperação.

As autoridades de saúde orientam a população a evitar contato com roedores silvestres e locais com sinais de infestação. Entre as recomendações estão manter terrenos limpos, armazenar alimentos corretamente e evitar levantar poeira em ambientes fechados, como galpões, paióis e silos.

A limpeza desses locais deve ser feita com pano úmido, uso de luvas e calçados fechados, reduzindo o risco de inalação de partículas contaminadas.

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