
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou dois casos de hantavírus no estado, aumentando o alerta das autoridades sanitárias. Os pacientes são moradores dos municípios de Pérola d'Oeste, no Sudoeste do estado, e Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Além das confirmações, outros 11 casos seguem sob investigação.
Segundo a Sesa, os pacientes diagnosticados são um homem, de 34 anos, e uma mulher, de 28. Apesar da preocupação gerada pela doença, o órgão afirma que a situação está sendo monitorada e permanece sob controle no Paraná.
O tema ganhou repercussão internacional após a Organização Mundial da Saúde divulgar mortes associadas ao hantavírus durante um cruzeiro que saiu da Argentina em direção a Cabo Verde. Pelo menos três pessoas morreram durante a viagem.
O hantavírus é uma doença viral transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A infecção ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais. Ambientes fechados, com pouca ventilação e acúmulo de poeira, como galpões, silos, paióis e depósitos, apresentam maior risco de contaminação.
No caso de Pérola d'Oeste, a preocupação aumenta devido à proximidade com a fronteira da Argentina, país que enfrenta crescimento expressivo nos registros da doença. Dados do Ministério da Saúde argentino apontam mais de 100 casos confirmados desde junho de 2025, quase o dobro em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Já em Ponta Grossa, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a infecção teria ocorrido fora do município. As autoridades reforçam que os casos registrados no Paraná não possuem ligação com o surto envolvendo o cruzeiro internacional.
Os primeiros sinais da doença costumam se parecer com uma gripe forte. Entre os sintomas mais comuns estão:
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente e causar:
Especialistas alertam que nem todos os pacientes desenvolvem quadros severos, mas o atendimento médico rápido pode ser decisivo para evitar complicações.
As autoridades de saúde orientam a população a reforçar medidas simples de prevenção para reduzir o risco de contato com roedores e ambientes contaminados:
A recomendação é procurar atendimento médico imediatamente ao apresentar sintomas, principalmente após exposição a ambientes com sinais de infestação de roedores.
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