
A Justiça condenou o ex-prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, o ex-secretário municipal Luiz Carlos Marcon e as empresas OT Ambiental e Cima Construções por improbidade administrativa relacionada a um contrato de limpeza pública do município.
A decisão, emitida em primeira instância, reconhece um prejuízo estimado em R$ 11,5 milhões aos cofres públicos. O processo teve início em 2019 e apura supostas irregularidades ocorridas entre 2010 e 2016. Ainda cabe recurso.
De acordo com a sentença, foram identificadas irregularidades no processo licitatório, pagamentos sem comprovação adequada e aumento excessivo dos valores contratuais por meio de sucessivos aditivos. Uma auditoria apontou ainda que parte dos serviços pagos não teria sido executada.
Na decisão, a magistrada destacou que o contrato recebeu 25 aditivos ao longo da execução e que alguns deles foram assinados logo após o início dos serviços, sem justificativas técnicas consideradas suficientes.
Além da obrigação de ressarcir os R$ 11,5 milhões aos cofres públicos, a Justiça determinou aplicação de multa equivalente a 5% do valor do dano causado.
A sentença também prevê a suspensão dos direitos políticos de Edgar Bueno e Luiz Carlos Marcon por oito anos. Já as empresas condenadas ficaram proibidas de contratar com o poder público pelo mesmo período.
As defesas dos envolvidos afirmaram que irão recorrer da decisão. Os advogados do ex-prefeito declararam ter recebido a condenação com surpresa e alegam que a sentença ignorou provas que comprovariam a legalidade da licitação e da execução dos serviços.
A defesa de Luiz Carlos Marcon informou que os fatos já haviam sido analisados na esfera criminal, onde os investigados foram absolvidos, e sustentou que elementos importantes do processo não teriam sido considerados.
Já as empresas OT Ambiental e Cima Construções afirmaram respeitar a decisão judicial, mas classificaram a sentença como equivocada e negaram qualquer prática de ilegalidade ou improbidade administrativa.
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