
A paralisação convocada por lideranças dos caminhoneiros começou na madrugada desta segunda-feira (13) em diferentes pontos do Brasil. A mobilização, anunciada pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, ocorre de forma concentrada em algumas regiões, principalmente em áreas portuárias, e tem como principal objetivo pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete.
A proposta precisa ser analisada pelo Congresso Nacional até o próximo dia 16 de julho. Caso contrário, perderá a validade. Diante da proximidade do prazo, lideranças da categoria decidiram iniciar os protestos para cobrar a inclusão da matéria na pauta do Senado.
Em pronunciamentos divulgados nas redes sociais, Chorão afirmou que o movimento busca defender os interesses dos transportadores e responsabilizou a demora na votação pela mobilização. Segundo ele, a paralisação foi organizada para chamar a atenção das autoridades e evitar que a medida provisória deixe de produzir efeitos.
Apesar do início dos protestos, a adesão não é uniforme em todo o país. Enquanto alguns grupos confirmaram a participação na mobilização, entidades representativas da categoria, como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), mantêm posição favorável ao diálogo com o Congresso e informaram que cada sindicato possui autonomia para decidir sobre a realização de paralisações em suas bases.
Até o momento, não há confirmação de bloqueios em rodovias federais ou de impactos significativos no abastecimento. A expectativa é que o movimento continue sendo monitorado ao longo dos próximos dias, enquanto o Senado define o futuro da MP do Frete.
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