
O governo dos Estados Unidos confirmou uma nova elevação nas tarifas aplicadas sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. A medida, anunciada pela administração do presidente Donald Trump, entrou em vigor à meia-noite desta sexta-feira (24), no horário de Washington, e amplia a pressão sobre diversos setores da economia brasileira.
A nova sobretaxa de 12,5% foi adotada após uma investigação comercial conduzida pelas autoridades norte-americanas, que apontou supostas falhas na fiscalização de produtos ligados ao trabalho forçado. A decisão se soma à tarifa de 25% anunciada anteriormente, fazendo com que milhares de produtos brasileiros passem a enfrentar uma carga tributária total de até 37,5% para entrar nos Estados Unidos.
Com a mudança, empresas brasileiras exportadoras passam a lidar com um cenário ainda mais desafiador. Segmentos como calçados, máquinas, equipamentos e autopeças estão entre os mais impactados pela nova política tarifária, enquanto outros produtos considerados estratégicos para o mercado norte-americano, como café, carne bovina e petróleo, permanecem fora da cobrança adicional.
Segundo estimativas do setor de comércio exterior, aproximadamente 3 mil produtos brasileiros serão alcançados pela nova tarifa. Em grande parte dos casos, a cobrança será cumulativa, elevando significativamente o custo de exportação e aumentando os desafios para empresas que dependem do mercado americano.
Diante da decisão, o governo brasileiro anunciou que irá adotar medidas diplomáticas e jurídicas. O Palácio do Planalto informou que iniciará os procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica e também pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando a legalidade das novas tarifas.
Especialistas avaliam que o cenário se tornou mais complexo para os exportadores brasileiros, já que diferentes categorias de produtos passaram a ter tratamentos tarifários distintos. A partir de agora, cada mercadoria precisará ser analisada individualmente para identificar a tributação aplicável, exigindo maior atenção das empresas que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos.
A nova decisão marca mais um capítulo da política comercial adotada pelo governo norte-americano e amplia as incertezas para o comércio internacional, especialmente para setores brasileiros que têm os Estados Unidos entre seus principais mercados consumidores.
Mín. 15° Máx. 21°
