
Um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados pode ampliar o direito ao porte funcional de arma de fogo para nove categorias de servidores públicos em todo o país.
A proposta já foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e agora está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Isso significa que a mudança ainda não está valendo.
O texto altera o Estatuto do Desarmamento e prevê que determinadas categorias passem a ter autorização para portar armamento institucional durante o exercício de suas funções.
Projeto altera regras atuais
A proposta está prevista no Projeto de Lei 302/2026, apresentado pelo deputado Gilvan da Federal (PL-ES).
Durante a tramitação, o texto recebeu um substitutivo do relator, deputado Capitão Alden (PL-BA).
Essa versão foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública em 1º de setembro e encaminhada à CCJC, onde foi recebida no dia 3.
Agora, a comissão deverá analisar aspectos constitucionais, jurídicos e legislativos da proposta antes que ela possa avançar para novas etapas.
Nove categorias podem ser incluídas
O substitutivo aprovado amplia o grupo de servidores com possibilidade de acesso ao porte funcional.
Entre as categorias previstas estão:
agentes fiscais e auditores fiscais com poder de polícia administrativa nos estados, Distrito Federal e municípios;
peritos oficiais de natureza criminal;
agentes socioeducativos;
agentes de trânsito;
oficiais de Justiça;
agentes de fiscalização ambiental;
membros da Defensoria Pública;
integrantes da advocacia pública federal e das procuradorias dos estados e do Distrito Federal;
agentes de proteção da infância e da juventude.
A proposta não significa autorização automática e irrestrita para porte particular.
O foco do texto está no uso de arma institucional relacionado ao exercício das funções.
Regras de controle também seriam ampliadas
Além de ampliar o número de categorias contempladas, o projeto prevê novas obrigações para as instituições responsáveis pelas armas.
A intenção é criar mecanismos de controle sobre aquisição, cautela, uso, armazenamento e responsabilidade pelo armamento fornecido aos servidores.
Essas regras deverão ser detalhadas conforme a redação final do projeto e eventual regulamentação posterior.
Mudança depende de novas votações
Apesar do avanço na Comissão de Segurança Pública, o texto ainda precisa superar outras etapas antes de virar lei.
A análise na CCJC é uma das fases mais importantes porque avalia se a proposta está de acordo com a Constituição e com o ordenamento jurídico.
Dependendo da tramitação e do regime adotado, o projeto ainda poderá passar por outras votações na Câmara e, posteriormente, seguir ao Senado.
Somente depois de eventual aprovação no Congresso e sanção presidencial a mudança poderia entrar em vigor.
Até lá, as regras atuais do Estatuto do Desarmamento permanecem valendo.
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