
Após a recente alta do café, agora é o preço do ovo de galinha que preocupa os consumidores da região. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (Seab), a dúzia do ovo branco subiu de R$ 9 para R$ 11 em um ano, registrando um aumento de 22%.
Entre os fatores que pressionam os preços estão o encarecimento do milho, principal insumo da alimentação das aves, e o aumento no custo das embalagens. Além disso, as temperaturas elevadas impactam a produção, reduzindo a oferta do produto.
De acordo com o técnico do Deral, Adriano Nunomura, o aumento no preço das carnes também elevou a demanda por ovos como alternativa mais acessível. “A proximidade da quaresma, período em que o consumo de carnes vermelhas cai, também influencia essa alta”, explicou.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforça que a valorização do ovo é sazonal, impulsionada pela demanda maior antes da quaresma e pelo impacto acumulado dos custos de produção. O milho subiu 30% nos últimos meses, enquanto os insumos para embalagens tiveram aumento superior a 100%.
O diretor comercial de uma granja em Arapongas, Silvio Barbosa Filho, destaca que o setor produtivo enfrenta desafios adicionais, como o abate de poedeiras mais velhas e o aumento das exportações, que ganharam força devido à escassez do produto em mercados internacionais. “Além disso, a volta das férias escolares e de cozinhas industriais gera uma reposição de estoques, aumentando a procura”, comentou.
Apesar da alta, a expectativa dos produtores é que os preços voltem ao normal até o fim da quaresma.
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