
O líder sindical conhecido como Nelsão da Força foi preso na manhã desta quarta-feira (4) durante uma mobilização de trabalhadores em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A ocorrência aconteceu em meio à greve dos funcionários da Brose do Brasil, iniciada após, segundo o sindicato, a empresa se recusar a abrir negociações sobre salários e benefícios.
A prisão do dirigente sindical provocou repercussão política. O deputado estadual Arilson Chiorato criticou a atuação da Polícia Militar do Paraná, classificando a abordagem como excessiva. Segundo o parlamentar, a forma como a detenção foi realizada não se justifica, especialmente por envolver uma pessoa com mais de 60 anos que participava de uma mobilização por direitos trabalhistas.
A paralisação na Brose teve início na última quarta-feira (28), quando os trabalhadores interromperam as atividades em protesto contra a falta de diálogo com a empresa. De acordo com o movimento sindical, os funcionários recebem atualmente cerca de R$ 2.500 de salário, além de vale-mercado no valor aproximado de R$ 500, sem acesso à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Entre as principais reivindicações estão a reposição salarial com base no INPC acrescida de 2,5% de aumento real, equiparação do vale-mercado aos valores praticados por outras empresas do mesmo setor na região, discussão sobre a jornada de trabalho e a implantação da PLR. O sindicato afirma que há diferenças significativas entre as condições oferecidas pela Brose e aquelas praticadas por outras indústrias instaladas no entorno.
As circunstâncias da prisão e os desdobramentos da greve seguem sendo acompanhados por lideranças sindicais, autoridades e representantes políticos.
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