Um policial militar de 31 anos é investigado por matar a ex-companheira, de 30, e um jovem de 23 anos na madrugada de sábado (31), em Terra Boa, no Noroeste do Paraná. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, o agente utilizou a arma de trabalho no crime e, em seguida, se apresentou espontaneamente no pelotão da Polícia Militar do município.
De acordo com familiares, o relacionamento entre o policial e a vítima durou cerca de sete anos e terminou definitivamente três meses antes do crime. O casal tinha um filho. A irmã da mulher relatou que, durante o período de conflitos, ela chegou a solicitar uma medida protetiva, que foi concedida pela Justiça, mas retirada semanas depois. Após uma última tentativa de reconciliação, encerrada em outubro de 2025, os dois não voltaram a se relacionar.
Em novembro do mesmo ano, a vítima passou a conhecer o jovem que também foi morto no local. As famílias afirmam que os dois estavam em fase inicial de relacionamento.
A Polícia Civil do Paraná informou que o policial permaneceu em silêncio durante o depoimento. Conforme a SESP-PR, ele é lotado em Cianorte, cidade a cerca de 24 quilômetros de Terra Boa, e estava de folga quando foi até a residência da ex-companheira. Após os fatos, entregou a arma institucional e foi encaminhado à 21ª Subdivisão Policial.
O agente deverá responder por feminicídio e homicídio. A Secretaria de Segurança Pública informou ainda que serão adotadas medidas legais, administrativas e disciplinares cabíveis.
No domingo (1º), familiares e amigos das vítimas realizaram uma manifestação pedindo justiça. A irmã do jovem destacou que ele trabalhava com a família no campo e tinha paixão por motos. Em depoimentos, os parentes relataram o impacto emocional das perdas e cobraram responsabilização rigorosa pelos crimes.
