
O Mercado Livre informou nesta terça-feira (17) que desligou funcionários que teriam envolvimento direto ou indireto no desaparecimento de três cães comunitários que viviam no estacionamento do centro de distribuição da empresa, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
A companhia não detalhou o número de demissões nem a identidade dos envolvidos. O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná.
Os animais, castrados e com microchips de identificação, desapareceram no dia 28 de janeiro. Funcionários perceberam a ausência dos cães e, diante da falta de informações sobre o paradeiro deles, a polícia foi acionada.
Segundo o Mercado Livre, a decisão pelo desligamento ocorreu após apuração interna. A empresa informou ainda que está reunindo documentos e imagens do circuito interno de segurança para encaminhar às autoridades responsáveis pela investigação.
As gravações do sistema de monitoramento já haviam sido solicitadas pela Polícia Civil, que também deve ouvir testemunhas ao longo desta semana.
Após a repercussão do caso nas redes sociais, a empresa comunicou que três cães haviam sido encaminhados a uma organização não governamental (ONG) localizada em Fazenda Rio Grande, também na Região Metropolitana de Curitiba. A entidade confirmou que recebeu contato para uma possível parceria envolvendo acolhimento de animais e que os cães foram entregues no dia 10.
No entanto, posteriormente foi constatado que os animais acolhidos não eram os mesmos que viviam no pátio do centro de distribuição.
Em novo posicionamento divulgado nesta terça-feira, o Mercado Livre afirmou estar mobilizando empresas especializadas na busca de animais para tentar localizar os cães desaparecidos.
A ONG DNA Animal, que recebeu os cães encaminhados pela empresa, informou que aguarda esclarecimentos adicionais e colocou-se à disposição para colaborar com as autoridades.
Em nota, o Mercado Livre declarou que não tolera maus-tratos a animais e classificou o episódio como inaceitável. A empresa também manifestou solidariedade à comunidade e afirmou que pretende revisar processos internos, políticas e treinamentos, com apoio de instituições parceiras, para evitar que situações semelhantes se repitam.
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