
O futsal paranaense viveu uma noite que dificilmente será esquecida. O confronto entre Coronel Futsal e Cândido Futsal, válido pela Copa União, deixou de ser notícia pelo que aconteceu com a bola rolando e passou a ser lembrado pelas polêmicas envolvendo a arbitragem, gerando revolta entre atletas, dirigentes, torcedores e pessoas ligadas à modalidade.
O duelo reunia duas equipes de destaque do futsal estadual, ambas protagonistas da Série Prata do Campeonato Paranaense. A expectativa era de um grande espetáculo esportivo, com duas equipes competitivas e acostumadas a disputar partidas de alto nível. No entanto, o que era para ser uma celebração do esporte acabou se transformando em um episódio que reacendeu discussões sobre a condução da arbitragem no Paraná.
Até os minutos finais da primeira etapa, a partida transcorria dentro da normalidade. O placar apontava vitória parcial do Coronel Futsal por 1 a 0 e apenas três faltas haviam sido registradas no jogo. Não havia clima de rivalidade excessiva, confusão generalizada ou qualquer cenário que indicasse o que aconteceria em seguida.
A arbitragem da partida esteve sob responsabilidade de Lademar Machado, árbitro principal, e Matheus Soares, árbitro auxiliar, ambos da cidade de Francisco Beltrão.
Foi então que uma sequência de cartões e expulsões mudou completamente o rumo da noite. Segundo integrantes do Cândido Futsal, atletas, membros da comissão técnica e dirigentes passaram a ser punidos em decisões que geraram forte contestação dentro da quadra.
Um dos episódios que mais chamou a atenção foi o fato de um mesmo atleta receber três cartões amarelos durante a sequência de acontecimentos que antecedeu o protesto da equipe. A situação aumentou ainda mais os questionamentos sobre os procedimentos adotados durante a condução da partida.
Outro dado que gerou repercussão entre pessoas ligadas ao futsal foi a relação entre o número de faltas registradas e a quantidade de punições aplicadas. Das três faltas anotadas até aquele momento do primeiro tempo, duas resultaram em expulsões. O cenário passou a ser amplamente debatido após a partida por atletas, dirigentes e torcedores que acompanharam o confronto.
Diante da sucessão de acontecimentos, o Cândido Futsal optou por interromper sua participação na partida em forma de protesto, em um episódio raro dentro do futsal paranaense. A decisão rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e abriu espaço para manifestações de torcedores e representantes de outras equipes, que também passaram a cobrar maior transparência e critérios mais claros na avaliação da arbitragem.
A discussão, no entanto, vai muito além de um resultado ou de uma partida isolada.
Por trás de cada jogo existem atletas que treinam diariamente, clubes que investem recursos, patrocinadores que acreditam nos projetos esportivos, dirigentes que dedicam tempo ao desenvolvimento da modalidade e torcedores que acompanham suas equipes em ginásios e transmissões. Quando o principal assunto deixa de ser o esporte e passa a ser a arbitragem, todos saem prejudicados.
A repercussão do caso também aumenta a pressão por um posicionamento da direção de arbitragem da Federação Paranaense de Futsal. Nas redes sociais e nos bastidores da modalidade, dirigentes e torcedores cobram esclarecimentos e uma análise dos fatos ocorridos na partida.
As cobranças também se voltam ao diretor de arbitragem da Federação Paranaense de Futsal, Edinei Custódio da Silva, responsável pelo acompanhamento e avaliação da arbitragem nas competições estaduais. O entendimento de muitos envolvidos com o esporte é de que situações como a registrada entre Coronel Futsal e Cândido Futsal precisam ser analisadas com transparência para preservar a credibilidade das competições.
Mais do que uma discussão sobre quem venceu ou perdeu dentro da quadra, o episódio se transformou em um alerta para o futsal paranaense.
O esporte cresce graças ao trabalho dos clubes, ao esforço dos atletas, ao apoio dos patrocinadores e à paixão dos torcedores. Mas, para que continue crescendo, é fundamental que a confiança nas competições seja preservada.
A noite de Coronel Vivida deixa uma reflexão que ecoa muito além daquela quadra.
Quem investe no futsal merece respeito.
Quem veste a camisa e entra em quadra merece respeito.
Quem sai de casa ou acompanha uma transmissão para prestigiar o esporte merece respeito.
Porque quando o apito se torna maior que o espetáculo, quem perde não é apenas uma equipe.
Quem perde é todo o futsal paranaense.
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