
O governo da Venezuela atualizou, na tarde desta segunda-feira (29), o balanço oficial das vítimas do duplo terremoto que devastou parte do país. Segundo as autoridades, o desastre já deixou 1.719 mortos, além de 5.034 feridos. Mais de 15,8 mil pessoas permanecem desalojadas e outras 22,6 mil receberam atendimento médico em decorrência dos tremores. Os números ainda são considerados provisórios e podem aumentar à medida que as buscas avançam.
De acordo com uma estimativa da Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, mais de seis milhões de pessoas podem ter sido impactadas pelo desastre. A entidade também projeta que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.
As áreas mais afetadas concentram-se no litoral leste da Venezuela, especialmente em La Guaira, município que registrou os maiores danos. Também foram severamente atingidas regiões de Caracas e Maiquetía, onde está localizado o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que segue fechado por tempo indeterminado. Já outros terminais internacionais, como o de Valencia, retomaram as operações.
Enquanto as equipes de resgate seguem trabalhando entre os escombros, um novo tremor de magnitude 4,6 foi registrado na manhã desta segunda-feira, com epicentro em Caraballeda, no litoral norte venezuelano, a cerca de 30 quilômetros de Caracas.
Apesar do susto entre os moradores, as autoridades informaram que não houve registros imediatos de novos danos provocados pelo abalo.
Este foi mais um dos tremores secundários registrados desde o desastre principal. Na sexta-feira (26) e no domingo (28), outros abalos de menor intensidade também foram sentidos em diferentes regiões do país.
As operações de resgate continuam mobilizando equipes nacionais e internacionais, que enfrentam condições extremamente difíceis para localizar sobreviventes. O trabalho é prejudicado pelo calor intenso, pelos riscos de novos desmoronamentos e pela complexidade do acesso às áreas destruídas.
Mesmo com a redução das chances de encontrar pessoas com vida após vários dias, socorristas ainda conseguiram resgatar 33 sobreviventes no domingo, renovando a esperança das famílias.
Mais de 770 edifícios sofreram colapsos totais ou parciais, incluindo residências, estabelecimentos comerciais e dezenas de hospitais.
Diante da destruição, o governo anunciou medidas para atender as milhares de pessoas que perderam suas casas, enquanto especialistas alertam que os tremores secundários continuam representando risco para a população e para as equipes que atuam nas áreas atingidas.
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