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Julgamento de caso de violência doméstica é adiado por quase dois anos após suspensão do expediente durante jogo do Brasil na Copa do Mundo

Decisão chamou atenção pela longa espera para a continuidade do processo que envolve o influenciador conhecido como “Repórter Sassá”, acusado de agredir a ex-companheira.

30/06/2026 às 15h46
Por: Admin Fonte: G1 Paraná
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Julgamento de caso de violência doméstica é adiado por quase dois anos após suspensão do expediente durante jogo do Brasil na Copa do Mundo

Um caso de violência doméstica que ganhou repercussão no Paraná teve um novo capítulo após o adiamento do julgamento que estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira (29). A audiência, que seria realizada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, foi cancelada em razão da suspensão do expediente forense durante a partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.

A decisão resultou no reagendamento do processo para o dia 29 de abril de 2028, quase dois anos após a data inicialmente prevista, o que chamou a atenção pela longa espera para a continuidade do caso.

O réu é Marcos Eduardo Rosa dos Santos, conhecido popularmente como “Repórter Sassá”, responsável por uma página de notícias policiais. Ele responde na Justiça por acusações relacionadas a lesão corporal, dano ao patrimônio da ex-companheira e descumprimento de medida protetiva envolvendo familiares da vítima.

As investigações tiveram início após um episódio ocorrido em junho de 2025. Imagens registradas por câmeras de segurança mostram momentos da confusão envolvendo o casal. Na época, Marcos foi preso, mas recebeu liberdade provisória após audiência de custódia realizada no dia seguinte.

Segundo relatos apresentados pela vítima às autoridades, o relacionamento teria sido marcado por episódios de violência física e verbal. Ela afirmou que enfrentava dificuldades para denunciar as agressões e relatou que o então companheiro não aceitava o fim do relacionamento.

Em manifestação divulgada por meio da defesa, Marcos Eduardo declarou arrependimento pelo ocorrido, afirmou reconhecer a gravidade dos fatos e informou ter adotado medidas para reparar os danos materiais causados. Os advogados também sustentam que o episódio foi isolado e destacam que o acusado não possui antecedentes criminais.

O caso segue tramitando na Justiça e deverá voltar à pauta somente em 2028, quando as acusações serão analisadas em audiência marcada pelo Judiciário paranaense.

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