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CBF muda regras da arbitragem e promete jogos com mais bola rolando no futebol brasileiro

Novas determinações já estão valendo e incluem limite de tempo para goleiros, laterais e tiros de meta, além de mudanças no VAR e nas substituições

11/08/2026 às 11h19
Por: Admin Fonte: Gazeta do Paraná
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CBF muda regras da arbitragem e promete jogos com mais bola rolando no futebol brasileiro

A arbitragem do futebol brasileiro entra em uma nova fase. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B aprovaram nesta segunda-feira (10) um pacote de mudanças nas regras das competições nacionais. As novas determinações passam a valer imediatamente e têm como principal objetivo diminuir as paralisações e aumentar o tempo de bola em jogo.

As alterações serão aplicadas nas Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro masculino, na Série A1 do Brasileiro Feminino e também na Copa do Brasil.

As regras seguem determinações da International Football Association Board (IFAB), entidade responsável pelas leis do futebol. Algumas das medidas já foram utilizadas em competições internacionais, incluindo a última Copa do Mundo.

A iniciativa da CBF busca aproximar o futebol brasileiro da meta estabelecida pela Fifa de pelo menos 60 minutos de bola rolando por partida. Antes da pausa provocada pela Copa, a média da Série A era de 52 minutos e 54 segundos.

Segundo estimativa da CBF, baseada em dados da empresa Opta, as mudanças podem aumentar o tempo efetivo de jogo em aproximadamente 5 minutos e 49 segundos por partida. Em determinadas situações, o acréscimo pode chegar a 6 minutos e 22 segundos.

Goleiros terão apenas 8 segundos para repor a bola

Uma das principais alterações envolve o goleiro. O jogador terá até oito segundos para permanecer com a bola nas mãos. Caso ultrapasse o limite, a equipe adversária será beneficiada com um escanteio.

Também haverá controle mais rigoroso nas cobranças de lateral e tiro de meta. O jogador terá cinco segundos para realizar a cobrança de lateral. Se o tempo for excedido, a posse passa para o adversário.

Nos tiros de meta, a contagem de cinco segundos começa após o apito do árbitro. Em caso de atraso, o adversário receberá um escanteio.

Substituições e atendimentos médicos também mudam

Nas substituições, o jogador que estiver deixando o campo terá dez segundos para sair. Caso ultrapasse esse período, o atleta que entrará precisará esperar um minuto antes de participar da partida.

Outra mudança envolve atendimentos médicos. Jogadores que receberem atendimento dentro do campo deverão permanecer fora por pelo menos um minuto depois que a partida for reiniciada.

Para os goleiros, caso seja necessário atendimento, o treinador ou o capitão deverá indicar um jogador de linha para cumprir esse período fora do campo.

Apenas o capitão poderá falar com o árbitro

Outra novidade promete mudar o comportamento dos jogadores durante as partidas. A partir de agora, somente o capitão terá autorização para conversar diretamente com o árbitro.

Caso outros jogadores insistam em questionar ou abordar o árbitro de maneira irregular, poderão ser punidos com cartão amarelo.

Se o capitão da equipe for o goleiro, um jogador de linha será escolhido para atuar como interlocutor junto à arbitragem.

'Protocolo Vini Jr.' prevê expulsão em discussões

Uma das medidas que mais chama atenção é o chamado “Protocolo Vini Jr.”. Jogadores que esconderem deliberadamente a boca durante discussões com adversários com o objetivo de dificultar a leitura labial poderão ser expulsos.

A punição poderá ocorrer independentemente do conteúdo daquilo que foi dito.

VAR ganha nova possibilidade de revisão

O árbitro de vídeo também terá uma nova atribuição. O VAR poderá analisar um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão quando houver suspeita de erro na decisão tomada em campo.

Já a possibilidade de revisão de escanteios marcados de maneira equivocada terá aplicação somente a partir de 2027. A medida será utilizada quando o erro tiver relação direta com um gol ou um pênalti.

Segundo a direção de arbitragem da CBF, o objetivo das mudanças não depende apenas dos árbitros. Jogadores, treinadores e clubes também terão papel importante para reduzir as interrupções e tornar as partidas mais dinâmicas.

Com as novas regras, a expectativa é de que o futebol brasileiro tenha partidas com maior tempo efetivo de bola rolando e menos momentos de paralisação.

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