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Temporais obrigam Copel a trocar mais de 2 mil postes e 113 km de cabos no Paraná em setembro

Sequência de eventos climáticos severos provocou danos em todas as regiões do Estado; companhia chegou a mobilizar mais de 3 mil profissionais para restabelecer o fornecimento de energia.

02/10/2026 às 14h27
Por: Admin Fonte: Paraná Centro
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Temporais obrigam Copel a trocar mais de 2 mil postes e 113 km de cabos no Paraná em setembro

A sequência de temporais que atingiu o Paraná ao longo de setembro deixou um rastro de destruição também na rede elétrica do Estado. Durante o mês, equipes da Copel substituíram 2.061 postes, seis torres de alta tensão e aproximadamente 113 quilômetros de cabos rompidos, além de diversos equipamentos danificados pelas tempestades.

O trabalho ocorreu após quatro grandes episódios de tempo severo registrados em sequência, com chuvas intensas, granizo, quedas de árvores e rajadas de vento que ultrapassaram os 100 km/h em diferentes regiões.

Em determinados momentos, mais de 250 mil imóveis ficaram simultaneamente sem energia, exigindo uma ampla mobilização de equipes para reconstrução da rede e restabelecimento do serviço.

No pico das operações, a Copel chegou a colocar mais de 3 mil profissionais em campo.

Segundo a companhia, um dos maiores desafios foi justamente a repetição dos eventos climáticos em um intervalo curto de tempo, principalmente em áreas rurais e locais onde as chuvas deixaram estradas e acessos comprometidos.

MAIS DE 250 MIL IMÓVEIS SEM ENERGIA EM UM ÚNICO EVENTO

Um dos episódios mais severos ocorreu em 22 de setembro, quando cerca de 257,9 mil imóveis tiveram o fornecimento interrompido em diferentes regiões paranaenses.

Na ocasião, aproximadamente 2,7 mil profissionais, distribuídos em 1.187 equipes, trabalharam simultaneamente nos reparos.

Somente nesse evento, foram necessárias intervenções envolvendo 421 postes, 23 quilômetros de redes de média tensão e duas torres de alta tensão.

Poucos dias depois, em 28 de setembro, outro temporal deixou aproximadamente 257,7 mil unidades consumidoras sem energia, principalmente nas regiões Noroeste, Oeste e Centro-Sul.

A operação mobilizou 3.039 profissionais.

Outras grandes mobilizações haviam ocorrido em 1º e 10 de setembro, mantendo as equipes praticamente em atuação contínua durante o mês.

TORRES DE ALTA TENSÃO TAMBÉM FORAM DESTRUÍDAS

Os danos não ficaram restritos à rede convencional.

Seis grandes torres responsáveis por sustentar linhas de distribuição de 138 mil volts precisaram ser substituídas após serem atingidas pelos temporais.

As estruturas danificadas estavam distribuídas pelas regiões Noroeste, Sudoeste, Vale do Ivaí e Campos Gerais.

Em vários pontos do interior, postes e árvores caíram sobre redes elétricas, enquanto áreas rurais ficaram praticamente inacessíveis.

Segundo a Copel, houve situações em que tratores precisaram ser utilizados para puxar caminhões das equipes até os locais onde a rede precisava ser reconstruída.

SETEMBRO TEVE RECORDE DE CHUVA

Além dos estragos provocados pelos ventos, setembro de 2026 ficou marcado pelo volume excepcional de chuva no Paraná.

O balanço mais recente do Simepar aponta que 14 estações meteorológicas registraram o setembro mais chuvoso de suas respectivas séries históricas.

Em Curitiba, por exemplo, foram registrados 339,4 milímetros de precipitação durante o mês, valor próximo ao maior já observado na série da estação.

As condições extremas estão associadas ao atual episódio de El Niño, que está ativo e apresenta intensidade elevada. Segundo o Simepar, havia probabilidade superior a 90% de o fenômeno atingir a categoria de muito forte entre a primavera e o verão de 2026/2027, favorecendo períodos com volumes de chuva acima da média e maior ocorrência de tempestades no Paraná.

VENTOS PASSARAM DOS 120 KM/H EM APUCARANA

O Vale do Ivaí esteve entre as regiões duramente afetadas.

Em Apucarana, uma estação do Simepar registrou rajada de 124,9 km/h durante o temporal de 21 de setembro. A análise técnica apontou características compatíveis com um downburst, fenômeno capaz de provocar rajadas extremamente fortes e danos concentrados no solo.

A dimensão dos estragos levou inclusive à participação do Exército Brasileiro no apoio às operações da Copel em áreas rurais de Apucarana, com utilização de veículos blindados para auxiliar no acesso a locais prejudicados pelo temporal.

TORNADOS TAMBÉM FORAM REGISTRADOS

Setembro também teve registros de fenômenos meteorológicos severos raros.

No balanço divulgado após o encerramento do mês, o Simepar informou ter identificado dois tornados, um em Francisco Alves, no dia 9, e outro em Goioerê, no dia 11. O Estado ainda registrou diferentes episódios de downburst durante as tempestades.

Inicialmente, o Simepar também havia divulgado uma ocorrência como tornado em Espigão Alto do Iguaçu, em boletim publicado no dia 10 de setembro; o balanço mensal mais recente, porém, lista Francisco Alves e Goioerê como os dois tornados identificados no mês.

Com a sequência de tempestades, setembro terminou como um dos meses mais desafiadores para a manutenção da rede elétrica paranaense, exigindo reconstrução de estruturas em diferentes regiões e uma das maiores mobilizações recentes de profissionais da Copel.

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