
Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (15) revelou um esquema estruturado de produção clandestina de anabolizantes no Paraná, resultando na prisão de dez pessoas suspeitas de envolvimento com a atividade ilegal e também com lavagem de dinheiro.
A ação, batizada de Operação Alquimia, foi conduzida pelo Núcleo Regional de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Paraná. Entre os detidos, dois são apontados como líderes da organização e tiveram a prisão temporária decretada, enquanto outros oito foram presos em flagrante.
As investigações indicam que o grupo atuava na fabricação e distribuição irregular de substâncias anabolizantes, sem qualquer controle sanitário. Durante a operação, foram apreendidos diversos produtos ilegais e também uma estufa utilizada para o cultivo de maconha.
As prisões ocorreram em diferentes cidades do norte do estado, sendo cinco em Maringá, três em Londrina, uma em Arapongas e outra em Santo Antônio da Platina. Um dos investigados segue foragido.
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais, além de nove ordens de busca pessoal. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 12 milhões, além do sequestro de veículos de luxo ligados aos investigados.
A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária de Maringá e mobilizou cerca de 70 agentes de segurança, incluindo equipes da Tropa de Choque da Polícia Militar. Durante as diligências, uma farmácia da cidade foi interditada por suspeita de comercializar os produtos ilegais.
O caso segue sob investigação e deve aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo, que, segundo as autoridades, operava de forma organizada e com forte estrutura logística para distribuição das substâncias.
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