
Após décadas foragido, Marcos Panissa foi finalmente entregue à Polícia Federal na noite desta quarta-feira (15), na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu. A prisão aconteceu horas antes, em Assunção, no Paraguai, onde ele foi localizado pela polícia local.
Panissa foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato brutal da ex-esposa, Fernanda Estruzani Panissa, morta com 72 facadas em 1989, em Londrina. Na época, ele tinha 23 anos e confessou o crime, motivado por ciúmes ao não aceitar o fim do relacionamento.
O caso teve uma longa trajetória judicial, marcada por recursos, anulações e novos julgamentos. Em 1995, no dia em que deveria enfrentar o terceiro júri, o réu não compareceu e passou a ser considerado foragido da Justiça.
Mesmo com nova condenação em 2008, já com a possibilidade de julgamento sem a presença do acusado, a pena nunca foi cumprida devido à fuga. Ao longo dos anos, o nome de Panissa chegou a integrar a lista vermelha da Interpol, mecanismo internacional de busca por criminosos.
Em 2018, a Justiça alertou que o crime poderia prescrever em 2028 caso ele não fosse localizado. A captura, portanto, ocorre a tempo de garantir o cumprimento da pena.
A prisão encerra uma busca de quase três décadas e reacende a memória de um crime que marcou Londrina pela violência e pelas circunstâncias.
Mín. 20° Máx. 31°
