
As eleições de 2026 redesenharam a composição da Câmara dos Deputados e deram ao PL a maior bancada da Casa para a próxima legislatura. Ao todo, os brasileiros escolheram 513 deputados federais, que assumirão seus mandatos em fevereiro de 2027.
O PL conquistou 121 cadeiras, formando a maior bancada da Câmara e ampliando significativamente sua força política no Congresso Nacional. A federação formada por PT, PCdoB e PV aparece na segunda colocação.
A nova composição da Câmara também confirma a força de diferentes blocos políticos e mantém um Congresso marcado pela disputa entre direita, centro e esquerda.
Nikolas Ferreira (PL-MG) — 3.119.318 votos
Lucas Pavanato (PL-SP) — 3.038.438 votos
Erika Hilton (PSOL-SP) — 1.596.472 votos
André Fernandes (PL-CE) — 684.372 votos
Sâmia Bomfim (PSOL-SP) — 583.107 votos
Na sequência aparece Julia Zanatta (PL-SC), com 560.223 votos. Entre os dez mais votados do país, quatro são do PL e dois do PSOL.
Diferentemente das eleições para presidente, governador e senador, a escolha dos deputados federais acontece pelo sistema proporcional.
Isso significa que não são necessariamente eleitos apenas os candidatos que receberam individualmente mais votos.
Os votos dados aos candidatos e às legendas ajudam a definir quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito em cada estado. Depois disso, as vagas conquistadas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada grupo político.
Por esse motivo, um candidato pode receber mais votos individualmente do que outro e, mesmo assim, não conseguir uma cadeira na Câmara.
Os deputados federais representam a população na Câmara, elaboram e votam leis de alcance nacional, fiscalizam o governo federal e participam da análise do Orçamento da União.
A Câmara também possui papel decisivo em processos políticos de grande repercussão. Para autorizar a abertura de processo de impeachment contra o presidente da República, por exemplo, é necessário o apoio de dois terços dos deputados.
Os parlamentares eleitos neste domingo terão mandato de quatro anos, entre 2027 e 2031.
No início da nova legislatura, os deputados também escolherão o próximo presidente da Câmara, um dos cargos mais importantes da República, responsável por definir boa parte das matérias que avançam para votação no plenário.
Outro reflexo das urnas está relacionado à chamada cláusula de barreira, mecanismo que estabelece desempenho mínimo para que partidos e federações tenham acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda eleitoral.
Levantamentos divulgados nesta segunda-feira (5) indicam que a federação PSOL/Rede ficou muito próxima de atingir um dos critérios exigidos, mas não alcançou o desempenho mínimo necessário em nove unidades da Federação.
Segundo análise divulgada após a apuração, a federação teria ficado a apenas 185 votos da marca necessária no Espírito Santo. O resultado não impede a posse dos deputados eleitos pelo grupo, mas pode retirar da federação o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de rádio e televisão.
Com a nova composição, a Câmara dos Deputados que tomará posse em 2027 nasce com forças políticas reorganizadas, bancadas robustas e novos recordes eleitorais — cenário que deverá ter influência direta sobre as principais decisões políticas do país nos próximos quatro anos.
Mín. 16° Máx. 24°
