
Professores da rede municipal de ensino de Curitiba iniciaram, na manhã desta quarta-feira (8), um movimento de paralisação com concentração na Praça 19 de Dezembro, no Centro da cidade. A mobilização marca o início da greve da categoria, aprovada em assembleia após rejeição das propostas apresentadas pela Prefeitura.
De acordo com o sindicato que representa os profissionais da educação, a decisão foi tomada por ampla maioria, mesmo após o município apresentar ajustes na proposta inicial. Entre as mudanças, estavam a ampliação de vagas para progressão na carreira e a inclusão de avanços para servidores com titulação acadêmica, como mestrado e doutorado.
Apesar disso, os professores consideraram que as medidas não atendem às principais reivindicações da categoria. Entre os pontos levantados estão a falta de evolução na carreira ao longo dos anos, a previsão tardia para implantação de benefícios como vale-alimentação e problemas estruturais nas escolas, como turmas superlotadas e carência de profissionais de apoio, especialmente na educação inclusiva.
A greve reúne professores e outros trabalhadores da educação, que reivindicam melhorias salariais e condições adequadas de trabalho.
Apesar do início da mobilização, o Tribunal de Justiça do Paraná declarou a greve ilegal. A decisão, assinada na terça-feira (7) pelo desembargador Ramon de Medeiros Nogueira, aponta irregularidades no movimento.
Entre os argumentos, o magistrado destacou a ausência de esgotamento das negociações com o poder público, a falta de garantia de funcionamento mínimo de um serviço considerado essencial e o descumprimento do prazo mínimo de 72 horas para comunicação da paralisação.
A liminar determina multa diária de R$ 100 mil ao sindicato em caso de continuidade do movimento, além de autorizar o desconto nos salários dos servidores que aderirem à greve.
A Prefeitura informou que, mesmo com a mobilização, as escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) seguem com atendimento normal.
O caso segue em desdobramento e deve continuar gerando repercussão entre a categoria e o poder público.
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